Quer começar no skimboard? Confira as dicas do atleta e instrutor Lucas Gomes

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Semana passada, apresentamos o Lucas Gomes, um cara que tem sua vida rodeada pelo skimboard. Além de atleta, o Lucas também é instrutor e ajuda iniciantes e atletas amadores a se aperfeiçoarem no esporte. E nós não poderíamos deixar passar a oportunidade de aproveitar as dicas de um profissional da pranchinha. Abaixo, você confere um verdadeiro guia com tudo que é necessário saber para se jogar no skim.

Melhores condições

Para começar, você deve querer saber onde quebram as melhores ondas. Para isso, é preciso sempre observar as características da praia em que se pretende praticar. Diferentemente do surfe tradicional, o skimboard precisa de ondas que quebrem próximas à beira da praia.

As boas ondas quebram em praias de tombo, aquelas que contam com uma esteira inclinada. Isso permite que as ondas quebrem no inside e tenham pressão, dando força para que seja possível embalar as passadas após entrar correndo da areia. “As pessoas que estão iniciando às vezes não têm muita ideia se a praia em que elas costumam praticar é boa em ondas para o skimboard. É legal observar esses aspectos para aproveitar ao máximo o que o esporte oferece”, comenta Lucas.

Aliado a isso, o resto é que nem no surfe: a melhor hora para cair na água é no começo da manhã e no fim da tarde e é ideal que o vento seja uma leve brisa de terral. A diferença mora no quanto o vento pode atrapalhar. Além de prejudicar a formação das ondas, ele pode dificultar a corrida e o momento do drop, fundamentos essenciais para a entrada nas ondas.

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Melhores locais no Brasil e no Mundo

O roteiro de surfe tem a Austrália e a Indonésia. O de skate tem a Califórnia. E o do skimboard tem o Brasil. A praia da Sununga, que fica em Ubatuba, no litoral de São Paulo, é mundialmente conhecida pelas boas e pesadas ondas para o skim. Com uma esquerda com muita pressão, você pode pegar três sessões que permitem tubos e manobras por até 30 segundos de onda. “Duas vezes por ano vou até a Sununga treinar meu backside. É o paraíso do skimboard. Aqui no Rio as praias em que eu mais pratico são Ipanema, Itacoatiara, que fica em Niterói e tem um quebra côco bem pesado no verão, e na praia do Vidigal, que é menos turística e tem muito potencial”, destaca Lucas.

Outros picos que são apontados por Lucas são Cabuledo, em Angola, e The Wedge, na Califórnia. “Em The Wedge temos um triângulo muito pesado, com uma direita com muita pressão e que permite tubos profundos. Existem muitos locais inexplorados para a o skimboard ainda, principalmente na Austrália e na América do Sul. É muito animador saber que existe essa busca por novos locais e novas ondas”.

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Modalidades e materiais

Para começar não é preciso muita coisa. Basicamente, só vontade e uma pranchinha. Para quem tem como foco pegar ondas, Lucas indica que a primeira aquisição seja uma prancha de fibra de vidro ao invés de uma madeira. Isso pois as de madeira têm menos flutuação, o que dificulta a entrada de onda. O investimento varia entre R$600 e R$800, mas gera resultados expressivos para quem quer evoluir na modalidade. “As pranchas estrangeiras costumam ter maior durabilidade, mas o mercado nacional vem evoluindo muitos nos últimos anos”.

Claro que você não precisa ter só isso como foco. O skim oferece outras possibilidades. É possível simplesmente mandar manobras em uma pequena espuma de onda e usar manobras que são variações do skate, como ollie, shove it e etc. “O skimboard pode ser praticado basicamente em qualquer condição e esse é um dos lados mais legais dele. Você pode treinar em dias de onda e em dias que o mar está flat também”.

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Primeiras manobras

Lucas indica que o ideal é sempre buscar referências de manobras que você ache iradas para tentar colocar em prática. Ver videos de atletas mais experientes sempre é uma boa alternativa para incentivar a criatividade. Mas para começar, algumas manobras que são variações do skate podem ser mais fáceis. O shove it, em que a prancha dá um giro de 180 graus na horizontal, e o ollie, em que você vai reto e dá um pulo com a prancha por cima da onda ou da espuma, podem ser as primeiras. Quando essas duas já estiverem “no pé”, o próximo passo é o 360, em que você vai colocar as mãos no chão e girar em 360 graus junto com a prancha na areia molhada. “Depois de de aprender essa manobras você vai ter ganho bastante equilíbrio e já pode tentar pegar sua primeira onda”.

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Treino e dedicação

“A principal dica é ser perseverante. É um esporte que não é fácil. No começo eu sentia falta de referências no esporte, mas hoje ele está em plena evolução e existe muito acesso a vídeos e atletas. Procure vídeos, observe as manobras e os movimentos, treine bem as técnicas básicas como a corrida e o drop e depois coloque em prática as manobras que você quer incluir no seu repertório. A comunidade do skimboard é aberta aos iniciantes e temos interesse no desenvolvimento do esporte. E caso tenham qualquer dúvida, é só entrar em contato comigo nos meus perfis que eu sempre tento responder a todos”.

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