Um bate-papo com nossa top DJ.
Como foi tocar no Rock in Rio?
Foi bem diferente do que tocar em qualquer outro festival, pois a maioria das pessoas que estava ali não tem interesse em música eletrônica e quase ninguém vai lá só pra me ver. Quando eu sou o artista principal de uma festa qualquer, presume-se que as pessoas já conhecem o meu som e vão lá porque gostam, aí posso tocar o que quero sem me preocupar. No caso do Rock in Rio, eu procurei fazer um set com remixes de algumas músicas conhecidas e algumas novidades, pra não causar tanto estranhamento, e parece que funcionou bem. Afinal, fui uma das poucas convidadas pra tocar novamente no mesmo ano. Como o DJ Harvey não pode vir, eu, Mary Zander e Marian Flow fomos convidadas para substituí-lo tocando juntas. Foi o “Cariocas Da Hora”, criado exclusivamente pro Rock in Rio pelo diretor da tenda eletrônica, Miguel Marangas.
Como funciona o preparo dos sets?
Você estuda o público da festa e prepara músicas especialmente para ele ou é algo mais livre, que você sente na hora?
Eu tenho dois cases, um mais comercial e um mais conceitual. O local do evento define qual dos cases vou levar, mas as músicas, eu escolho na hora, de acordo com a resposta da pista.
Explique um pouco sobre seu projeto com a DJ Marie Boure, o Sweet Beats.
Eu e Marie começamos a tocar mais ou menos na mesma época. Do grupo de meninas que começou na mesma agência, éramos as que tinham mais afinidade e sintonia musical. Resolvemos montar o projeto no início com a intenção de tocar um som mais acessível, mas no meio do caminho, desistimos e optamos por tocar o que a gente realmente gosta, que é deep e tech house.
Você produz ou pensa em produzir suas músicas?
Tenho uma música em parceria com o Marcelo Cic, a Beyond Beauty. (Pra ouvir, basta acessar o www.myspace.com/djdrik.) Fiz na época em que estava aprendendo a produzir. Depois, acabei não fazendo mais nada. Pretendo voltar a produzir em 2012.
Quais as características de um bom DJ?
Técnica apurada, bom gosto musical, bom repertório e presença de palco são essenciais. Bons contatos e carisma também ajudam bastante.
Da música eletrônica ou não, quais são suas referências?
Gui Boratto é um dos nomes que mais cito quando me fazem esta pergunta, por todo trabalho dele como produtor, por ele ter levado o nome do Brasil para os quatro cantos do mundo e por ser uma das pessoas mais educadas que conheci na vida. Sven Vath, Loco Dice e Richie Hawtin são hour concour, mas pra mim, Guti e Maya Jane Coles foram os nomes de 2011. Fora da cena eletrônica, eu sou bem eclética. The XX, Joss Stone, Adele, Norah Jones, Roberta Sá, Maria Rita, Marisa Monte, Jota Quest e a eterna Amy Winehouse estão entre os favoritos do meu iPod.
Que lugar ou evento você sonha em tocar?
Um dos meus sonhos será realizado no dia 3 de janeiro, quando tocarei pela primeira vez no Warung, em Santa Catarina. Sempre quis tocar lá e agora falta bem pouco. Mas tem tanto lugar legal que já fui e adoraria tocar. Mac Arena, em Barcelona, DC10, em Ibiza, e Kater Holzig, em Berlim, são alguns deles.
Em que BPM sua vida anda?
Já esteve entre 125 e 128, mas hoje em dia anda a uns 120… Tô numa fase bem tranquila. Risos.






