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SUP Paradise, a iniciativa de Sérgio Laus para quem quer evoluir no stand up

Nem só de pororocas vive Sérgio Laus. O homem que já surfou mais de 150 ondas no meio da mata e em rios é um verdadeiro waterman. Além da busca por novos picos em que o fenômeno da natureza aconteça, Serginho Laus se dedica ao surfe tradicional e ao stand up paddle. O detalhe é que, no caso do SUP, Serginho não usa o esporte só para si. E qualquer um pode ter acesso ao conhecimento do paranaense sobre as diversas possibilidades que o SUP permite.

Através da SUP Paradise, Laus organiza expedições para diferentes lugares do Brasil que incentivam a prática do stand up. As excursões acontecem em grupos de até 15 pessoas e trabalham diferentes aspectos do esporte, dependendo do nível da turma envolvida. Para iniciantes, são trabalhadas técnicas de remada, características dos equipamentos necessários, geografia do local da expedição, planejamento da viagem e gerenciamento de riscos. Para níveis intermediários, o foco fica em análises de remada e correções com fotos e vídeos. “É bem amplo. Vai desde o aprendizado até o aperfeiçoamento de técnicas. Trabalhamos com a motivação para as pessoas se superarem a cada expedição”, comenta.

A amplitude comentada por Serginho não diz respeito somente ao nível de conhecimento das pessoas que podem praticar o SUP. As modalidades são muitas: é possível treinar remadas para corridas (conhecido como SUP Race), travessias, pegar ondas (SUP Wave) e por lazer. Para pessoas focadas no SUP Wave, por exemplo, Serginho recomenda um nível de prática mais desenvolvido, já que é uma atividade de alto rendimento. “O stand up paddle é um esporte completo. Adultos, crianças e idosos podem praticar, já que existem pranchas para cada biotipo de pessoa. Além disso, é muito legal ver pessoas que sempre tiveram o sonho de subir em uma prancha flutuando sobre a água”.

A última expedição da SUP Paradise aconteceu na Ilha do Superagui, no Paraná. A próxima, que acontece em junho, será focada no SUP Wave e o local será Camboriú, em Santa Catarina. Para expedições nacionais, as atividades podem acontecer em um fim de semana. Para expedições internacionais, as ações acontecem entre 10 e 15 dias, dependendo da agenda dos participantes. “Temos projetos para realizar expedições para Alagoas, Amazônia, Patagônia, Itália e até para o Alaska futuramente”, destaca Serginho.

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As atividades acontecem em rios, represas e no mar. Sérgio Laus comenta que o SUP é uma alternativa de treino para ele próprio. Em dias em que o mar não apresenta condições consistentes, o stand up é a modalidade escolhida para manter o rip em dia. Isso pois os benefícios de uma remada não são poucos. “Trabalhamos em uma plataforma instável. Então exercitamos o corpo todo: pernas, abdômen e toda parte superior do corpo. Fortalecemos tendões, tornozelos e diversos outros músculos e articulações, além de contribuir para o crescimento do equilíbrio. Uma remada intensa de uma hora pode chegar a queimar 500 calorias”. E tudo isso com um professor que é referência dentro da água e com visuais alucinantes como esses:

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#JoinTheAdrenaline

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Lucas Gomes, uma vida em torno do skimboard

Ultimamente, você pode ter ficado curioso ao ver alguém correndo loucamente na beira da praia com um pequena prancha em baixo do braço. Pequena prancha não. Com um skimboard em baixo do braço. Afinal, a corrida intensa e a pranchinha são partes de um dos esportes que vem ganhando cada vez mais adeptos em muitas praias do Brasil. E parte desse crescimento pode ser atribuído ao atleta, instrutor, produtor e (ufa) incentivador do skimboard, Lucas Gomes.

Residente do Rio de Janeiro, Lucas dedicou boa parte da sua trajetória de 23 anos de vida ao skimboard. Com 13 anos, o carioca teve o primeiro contato com o esporte. “Na época eu surfava de bodyboard e um amigo que já praticava o skimboard me convenceu a tentar. Depois da primeira tentativa, eu passei uma tarde inteira tentando deslizar com a prancha de madeira sem cair. Daquele dia em diante, eu não larguei o skimboard. Deixei até de jogar futebol na escola para me dedicar inteiramente ao esporte que eu amo”, comenta.

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Após anos de treinos, dedicação e aprendizado, Lucas Gomes assumiu o papel de ser um dos atletas de ponta do skimboard no Brasil. E com a dedicação veio um sonho: uma vida em torno do esporte. A realidade, porém, se apresentava de maneira diferente. Como tornar um esporte que ainda engatinhava no país como uma maneira de ganhar a vida? A resposta, quem criou, foi o próprio Lucas. “Eu tinha o sonho de trabalhar viajando e filmando as melhores ondas e picos para o skimboard. Como percebi que isso seria muito difícil, busquei alternativas para viver em torno do esporte”.

E a primeira alternativa para isso foi um dos aspectos que atualmente faz de Lucas um dos contribuidores para o crescimento do esporte no Brasil. Após um campeonato nos Estados Unidos, Lucas voltou para o Brasil com a ideia de ser instrutor de skimboard. “Tive o primeiro contato com a instrução em um campeonato em Dewey Beach, nos Estados Unidos, e fiquei amarradão. Percebi que dar aula não era tão complicado quanto eu pensava. Mas foi só três anos depois, após um convite de um amigo para dar aulas em uma escola no exterior, que voltei para o Rio determinado a dar aula. O propósito foi sempre incentivar o crescimento do esporte e ajudar iniciantes e atletas amadores a evoluírem”.

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Hoje, Lucas vive seu sonho. Além de atleta e instrutor, o carioca se formou em Administração e tem uma produtora audiovisual voltada a conteúdos sobre o skimboard e outros esportes (como no vídeo abaixo, em que ele inclusive atua). Tudo em um momento que permite que Lucas surfe a onda do crescimento do skimboard no Brasil. “Percebi que a produção de mídia de qualidade sobre o skimboard tem feito a diferença na evolução e reforça a identidade do esporte. Fico feliz de contribuir em todos os lados para que o skimboard cresça ainda mais no país”.

E para quem tiver interesse, Lucas deixa um recado: “Qualquer um que tiver dúvidas, é só me procurar nos meus perfis que sempre vou estar disposto a ajudar”.

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ZOOM HB: Pedro Macedo

Muitas vezes vemos imagens que nos fazem ter vontade de estar no mesmo local que o fotógrafo. Uma imagem alucinante de uma paisagem, de um atleta em um local que sempre tivemos vontade de conhecer ou até dos dois juntos. A fotografia de fato nos inspira a viver. Mas já pensou que para você ter essa sensação alguém teve que levar essa inspiração a outro nível e se jogar no mundo para fazer ela acontecer? Em uma breve conversa com Pedro Macedo você pode entender isso. “O maior aprendizado que a fotografia me deu foi descobrir que pode existir um motivo pra inspirar sua vida, o jeito que você a enxerga com mais saturação. Sinto que com a câmera na mochila não estou sozinho e a vida parece mais orgânica”, comenta.

Natural de Saquarema, Pedro hoje mora na Zona Norte do Rio de Janeiro. Como o local de nascimento poderia sugerir, Pedro não é um fotógrafo de surfe. Apesar de ter nascido em um dos locais mais procurados por surfistas no Brasil, o carioca estabeleceu seu foco na prancha com rodinhas. E o skate não foi somente o foco, mas sim a inspiração e a influência do trabalho do fotógrafo. “As ideias de fotografia e audiovisual vêm do skate. A cada dia percebo o quanto esse esporte aguça minha curiosidade e sensibilidade pela arte”. E o que vemos nas imagens é justamente a combinação do skate com a paisagem que direciona as fotos de Pedro não somente para um registro de uma manobra, mas para um trabalho artístico.

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Influenciado por fotógrafos como Henri Cartier-Bresson e Max Rive, Pedro quer ir mais longe. “A fotografia me faz querer sair da minha zona de conforto, me faz querer sair pela madrugada sem medo de perder meu equipamento. Descobri há pouco tempo que meu sonho é viajar por aí de motoca e fotografar o mundo. Esse sonho começará ainda este ano, se tudo der certo”. Tudo para que a inspiração de um fotógrafo também se torne a nossa. Se joga Pedro!

Abaixo, Pedro separou algumas imagens para que você possa conhecer ele um pouco melhor.

Descreva você mesmo

Sua melhor foto

Um momento de adrenalina

Um lugar

O motivo que fez você virar fotógrafo

Quer conferir outros textos da HB Zoom? Leia a entrevista com William Zimmermann, fotógrafo da Guarda do Embaú e integrante do HB Team, no link bit.ly/2pybPBy.

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Born In Australia: explore o Oeste Australiano

Quando pensamos na Austrália, a imagem de praias com ondas perfeitas e intermináveis automaticamente nos vêm à mente. Afinal, quem não sonha em conhecer cada uma das diversas praias em cada uma das costas australianas? Você já pode estar familiarizado com as regiões da Gold Coast, de Sydney e de Margaret River, já que alguns dos grandes eventos de nível mundial de diversos esportes ocorrem nestas localidades. Mas já pensou em procurar algumas ondas em lugares menos conhecidos e vivenciar o máximo o espírito de adrenalina que a Austrália oferece? Então você deve olhar para o Oeste Australiano.

A Costa Oeste Australiana oferece uma infinidade de ondas de qualidade. Algumas ondas são mais famosas: Margaret River e The Box são popularmente conhecidas por serem roteiro de muitos filmes de surfe e de campeonatos. Mas muitas delas encontram-se em locais isolados e sem praticamente nenhuma infra-estrutura, com alguns locais sendo completamente inexplorados. A natureza selvagem é uma constante na Western Australia, e é importante tomar cuidado com a presença de tubarões em locais mais inóspitos.

Para que você conheça melhor alguns picos, separamos algumas fotos de ondas que podem ser alternativas para uma futura trip. Confira:

Red Bluff e Blowholes – North West Australia

Onde o deserto encontra a costa, está Red Bluff. Com ondas que variam de 1 a 8 pés, lá você pode encontrar uma esquerda poderosa e oca que quebra em cima de uma bancada de coral. Os melhores meses de surfe são de maio até agosto. Na mesma região, outra alternativa pode ser a onda de Blow Holes.


Red Bluff


Red Bluff


Blow Holes


Blow Holes

Bowes River – South West Australia

Bowes River é uma onda que quebra em cima de uma bancada com corais e areia, o que faz com que ela não fique tão pesada. A região tem muito potencial para o surfe e é uma boa alternativa para acampar e ir atrás de ondas inexploradas com guias locais.

Three Bears – South West Australia

Uma série de bancadas de coral com ondas que encaixam em diferentes tamanhos de swell. Essa é Three Bears. A localização é isolada e a bancada afiada faz com a onda quebre com bastante pressão.

Indijup – South West Australia

O pico de Indijup precisa de ondulações de sudoeste e oeste para que funcione. As ondas não são tão frequentes, o que torna a crowd menor e mais tranquila. Quando funciona, sobram ondas para todos fazerem a cabeça.

Jakes – South West Australia

Jakes é uma jóia rara do Oceano Índico. Mas uma jóia para surfistas experientes. Por cima de uma bancada rasa de corais, quebra uma esquerda seca de mais de 200m de extensão. A crowd local tem o surfe no pé, mas as ondas estão lá para quem se jogar. Afinal, não é fácil encarar os tubos que quebram na maré seca. Little Jakes, uma onda menor que quebra por perto, é uma alternativa para os iniciantes.


* fotos: acervo Magicseaweed.com

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Empoderada, instrutora e campeã mundial: Estefânia Rosa dá dicas para quem quer começar no kitesurf

Já teve vontade de fazer kitesurf? Se a resposta é sim, você não poderia querer algo mais do que algumas dicas de uma campeã mundial para melhorar sua performance. Pensando em saber o que é necessário para começar no kitesurf, desde os equipamentos até as primeiras manobras que um iniciante pode arriscar, fomos atrás de Estefânia Rosa. Campeã mundial de 2016 da International Kiteboarding Association, Estefânia é a pessoa certa para apontar o que é necessário para quem quer aprender: além de atleta, a cearense também é instrutora de kitesurf.

“A primeira dica é saber nadar (risos). A intimidade com a água sempre facilita o aprendizado. A segunda é procurar uma escola qualificada, com instrutores experientes e certificados que exijam o equipamento de segurança. A terceira é ter disposição, ficar tranquilo e relaxar”, aponta. Depois de pegar o jeito, você pode iniciar com algumas manobras básicas. A primeira que um iniciante pode arriscar é o Pop, um pequeno pulo sem sair muito da água. Depois, a próxima manobra pode ser o Jump, um pulo maior. E após dominar ambas, é só partir para o Raily, um pulo com a prancha para trás.

Apesar do incentivo, Estefânia também destaca uma restrição para quem quer aprender. “A maior restrição é que a pessoa não tente aprender sozinha. O kitesurf é um esporte extremamente radical que usa muito os elementos da natureza e as coisas podem mudar muito rápido. Nas aulas, usar o sistema de segurança, com capacete e colete, beneficia tanto a segurança do aluno quanto a do instrutor”.

A história de Estefânia Rosa como instrutora é curiosa. Aos 19 anos, ganhou uma prancha de kite de presente de um amigo inglês e um conselho. “Ele disse que apesar de Cumbuco ser o paraíso do kitesurf, não havia uma menina que praticasse o esporte na região. Quando ele me deu os equipamentos, me falou que eu poderia ensinar outras meninas e assim teríamos um grupo de mulheres velejando. Isso me motivou muito”. E o conselho foi seguido à risca: atualmente, Estefânia ensina outras mulheres e é engajada com a questão do empoderamento feminino no esporte. “Há 10 anos, quando comecei, as competições e o público feminino eram muito pequenos. Hoje os patrocinadores olham para o lado feminino, temos poder de voz, reuniões e ações voltadas para as mulheres. Digo que já evoluímos 80%, mas que devemos seguir assim para chegar no 100%”.

A evolução do esporte e da identidade brasileira também é uma preocupação da atleta. Apesar de apontar um crescimento geral positivo, Estefânia diz que ainda existem poucos eventos locais de grande porte para o kitesurf. E que essa ausência não se justifica, levando em conta que Cumbuco é apontado por muitos atletas como o melhor lugar do mundo para a prática do kite. “Vejo esse crescimento graças às viagens e campeonatos que corro em outros lugares. Mas creio que se tivéssemos um investimento maior em atletas e em eventos de nível mundial, faríamos com que o kitesurf crescesse ainda mais no Brasil”.