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Os bastidores da sua prancha

Chrystal Fitzgerald

A maior evolução na história da fabricação de pranchas de surf foi descoberta nos anos 60. Gordon Clark e Hobie Alter introduziram o poliuretano, combinado com resina e outros materiais, substituindo a madeira pesada dos pranchões daquela época. A partir daí, as pranchas ficaram mais leves e com melhor qualidade.

Entretanto, o material causa danos à natureza, pois a espuma de poliuretano, a fibra de vidro e as outras substâncias que compõem as pranchas atuais geram lixo químico não-biodegradável.

No processo de fabricação, muitos materiais são jogados fora, sem um destino adequado, e grande parte do material é descartado no processo de produção dela. Poucos surfistas percebem o quanto este esporte que está intensamente ligado à natureza pode poluir.

Por isso, é fundamental pensar bem antes de simplesmente descartar sua prancha velha. Há diversas maneiras de reutilizá-la fazendo arte, por exemplo. Ou, quem sabe, transformando-a em um objeto utilitário, como um móvel. Ou, ainda, pode doá-la, caso ela ainda esteja inteira e possa servir para alguém.

Foi por este caminho que o australiano Chris Anderson resolveu seguir. O surfista e estudante de design gráfico criou a campanha “Surfboards Damage the Enviroment”, com o objetivo de conscientizar os surfistas sobre o desperdício das pranchas velhas e, ao mesmo tempo, gerar discussões sobre este assunto.

Se você curtiu e quer saber mais sobre o “Surfboards Damage the Enviroment”, acesse aqui: http://bit.ly/13V3Bzr

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Uma onda de pedra na Austrália

Foto: Tim Phillips/Flickr


Já ouviu falar na WaveRock? É uma das formações naturais mais famosas da Austrália. Ela é composta por um granito multicolorido, formado a 2.700 milhões de anos atrás.

Localizada na reserva natural Hyden Wildlife Park, ela está situada no oeste australiano, a 2 km da pequena cidade de Hyden e a 296 km de Perth. A onda de granito tem 14 metros de altura e 110 metros de comprimento e recebe a visita de mais de 140 mil turistas por ano.

Foto: Rubber Ducky


Foto: Timbo's Pics/Flickr

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Wave Garden


Localizada ao norte do País Basco, esta invenção pode ser o próximo passo na revolução do surf. O projeto Wave Garden iniciou em 2005, quando o engenheiro Josema Odriozola e a economista Karin Frisch uniram suas experiências à paixão pelo esporte.
O Wave Garden foi criado com o intuito de proporcionar ondas de qualidade, para pessoas que não têm o mar por perto, mas curtem o esporte. O sistema está em fase de desenvolvimento e testes, apresentando melhoras muito significativas desde a sua primeira aparição na mídia, em 2011.
Atualmente, a onda quebra com leve formação tubular, sem perder velocidade e força por seus 220 metros de extensão. A cada minuto, duas ondas quebram ao mesmo tempo, uma para esquerda e outra para a direita. No entanto ainda falta um pouco mais de pressão, força e tamanho, mas se o surfista achar o ponto certo, a diversão será uma experiência única.
Veja o vídeo, com a participação no nosso atleta Miguel Pupo.

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Léo Guimarães: o surf e a escola


Leonardo Guimarães tem 14 anos e está em uma fase em que precisa conciliar os estudos com o esporte. Ele sabe muito bem como fazer isso, conta como no depoimento a seguir.

“Desde quando me mudei para o Guarujá, em 2006, recebo 100% de bolsa no colégio Don Domenico , onde estudo até hoje. É que, na Baixada Santista, tem um campeonato, chamado Circuito Atribuna de Surf Colegial, no qual cada colégio da tem o direito de formar sua equipe para participar. Como meu colégio é um dos principais nessa competição, eles buscam sempre os melhores atletas para formar a melhor equipe, com a qual já fui bicampeão.
Estudo de manhã e busco me focar na aulas e resolver tudo o que preciso no período escolar, para que eu possa aproveitar o resto do dia surfando, sem me preocupar com os estudos. Quando tenho prova, surfo à tarde e, à noite, dou uma revisada na matéria. É isso, tento dar meu máximo nos dois.”

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Gustavo Areias no ProBase World Cup

Foto: Leander Lacey

Gustavo Areias viajou à Turquia para participar de um dos campeonatos de base jump mais importantes do mundo. Aqui, ele conta como foi.

“De 21 a 25 de maio, participei do ProBase World Cup, que rolou em Istambul, na Turquia. O evento é uma espécie de copa do mundo do base jump, e esse ano, foi realizado na Sapphire Tower, o prédio mais alto do país, com 238 metros.
A competição consiste em saltar do prédio de forma estável, comandar o paraquedas entre 2 e 3.5 segundos de queda livre, ter uma abertura no eixo, navegar o paraquedas com um bom plano de voo e sem curvas bruscas, acertar o mais próximo possível do ‘ponto zero’, ou ‘mosca’, de um alvo com um raio de 10 metros, pousando em pé suavemente sem tocar as mãos no chão. Cada quesito que você erra, faz perder pontos.

Havia 47 competidores de 15 países, e apenas os melhores foram convidados, baseado em prévias competições. Os que apareceram e quiseram competir, chamados ‘challengers’, tiveram que passar por duas rodadas eliminatórias antes da competição começar de fato, com 34 competidores.
Eu consegui passar pela peneira e entrar na fase final. Infelizmente, por condições climáticas – nesse caso, o vento, só conseguimos completar uma rodada da competição. Faltaram duas rodadas, mais a semifinal e a final. O resultado da primeira rodada acabou valendo como final, e eu fiquei em oitavo de 47, uma tremenda honra tendo em vista que apenas os melhores do mundo estavam presentes.
Meu desempenho rendeu convite para um outro evento de grande porte, que ocorre na primeira semana de junho, na Espanha, num grande hotel em Benidorm. E é para lá que tentaremos ir para representar o Brasil.”

Foto: Guilherme Pádua